Video Time Machine #23
14 de junho de 2010
George Michael - Freedom! '90 [1990]
O vídeo de Freedom! '90, para além de se destacar esteticamente, representou para George Michael um ponto final num ciclo da sua carreira. O facto de acrescentar ao título “90” tinha como intenção distinguir este tema de um outro dos Wham, de 1984. Nesta canção George Michael escreveu sobre três assuntos importantes que pendiam na sua vida: o rescaldo do fim dos Wham, que ainda pesava sobre a sua aura; o facto de se sentir explorado pelo contrato com a Sony Music; e a revelação, ainda que subtil, da sua homossexualidade.
"Freedom! '90" foi extraído do álbum Listen Without Prejudice Vol. 1, um disco que teria um segundo volume, mas que nunca teve sucessor. George Michael recusou-se a aparecer no vídeo por causa das divergências com a Sony Music e foram recrutados para o vídeo as, e os, “top models” mais importantes daquela era, mais concretamente Naomi Campbell, Linda Evangelista, Christy Turlington, Tatjana Patitz, Cindy Crawford, John Pearson, Mario Sorrenti e Peter Formby, que desfilavam pelos cenários e faziam o playback do tema.
A direcção do vídeo coube ao experimente David Fincher, que não deixou passar ao lado a inclusão de simbolismos no vídeo, como a destruição do icónico casaco de cabedal que George Michael popularizou no vídeo de Faith, bem como a jukebox e a guitarra.
A versão integral do vídeo tem 6m:30s, mas foi reduzida na versão para a rádio. Como curiosidade, o tema voltou a ser gravado por Robbie Williams em 1996, para marcar a sua separação dos Take That, e chegou ao 2º lugar nas vendas britânicas, ao passo que a versão de George Michael só tinha chegado a 27º!!!
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Video Time Machine #22
3 de março de 2010
Os Mecano são sem qualquer dúvida uma referência na história da música pop espanhola entre os anos 1981 e 1992. O grupo formado por Ana Torroja (voz) e os irmãos Nacho Cano (programação, guitarras, teclados e voz) e José María Cano (guitarras, teclados e voz) tornaram-se ídolos para os adolescentes da década de 80 em Espanha, contagiando países da Europa de língua latina (França, Itália e Portugal) e também os países da América Latina.
Na sua carreira, os Mecano venderam cerca de 25 milhões de álbuns e bateram recordes de vendas o seu país. No total lançaram 5 álbuns de originais, tendo o pico do sucesso da banda sido em 1988, com Descanso Dominical, um disco que vendeu 1.300.000 copias em Espanha e se tornou no mais vendido de sempre em Espanha até aos dias de hoje. Este disco incluía o tema La fuerza del destino, que contava com a participação de actriz Penélope Cruz no vídeo, e Mujer contra mujer, um tema que falava abertamente da homossexualidade feminina.
Os Mecano também davam cartas nas suas apresentações ao vivo, que seguiam a linha dos espectáculos das grandes estrelas da música americana e inglesa. Pelo que o disco ao vivo Mecano en concierto (1985) também foi um sucesso de vendas.
Depois da separação em 1992 o grupo voltou a reunir-se em 1998 para a edição de um disco de compilação dos seus êxitos com mais 7 temas inéditos. Os Mecano não recuperaram o sucesso de outrora e não fizeram uma digressão por incompatibilidade de agenda dos seus membros, que entretanto também tinham desenvolvido carreiras e projectos a solo. Até à actualidade os fãs da banda continuam à espera de um último regresso, nem que seja para um derradeiro concerto de despedida.
Entretanto, deixo aqui aquele que é quanto a mim o melhor vídeo dos Mecano, retirado do último álbum Aidalai (1991), e que se intitula El 7 de septiembre. O tema recebeu o prémio de melhor canção de 1991 em Espanha e conta a situação incómoda de uma relação entre duas pessoas que não têm mais nada a dizer uma à outra.
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Video Time Machine #21
1 de fevereiro de 2010
Sandra - Maria Magdalena
*xuac*
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Video Time Machine #20
24 de novembro de 2009
Jam & Spoon - Find Me (1994)
*xuac* Partilhar
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Video Time Machine #19
19 de novembro de 2009
Desireless - Voyage Voyage [1986]
As opiniões sempre se dividiram sobre a questão se os anos 80 foram ou não os anos de ouro da música. Em termos de criação artística podem ficar muitas dúvidas, visto que as opiniões são subjectivas, mas há um ponto menos discutível, e é o facto de ter sido nos anos 80 que se deram os primeiros passos da comunicação de massas, e a música foi um dos elementos que melhor se difundiu no meio.
Nos anos 80 a música atravessou fronteiras e terá sido possivelmente o primeiro elemento ser partilhado na Aldeia Global. Esta circunstância terá marcado com intensidade as gerações que viveram nessa década. Por isso, hoje em dia a música dos ABBA, dos Queen, do Michael Jackson, dos Culture Club, dos Eurythmics, dos Duran Duran, entre muito outros, ainda continua a prender a atenção, quando são ouvidas por alguém com mais de 25 anos.
O tema Voyage Voyage, da francesa Desireless (ou se preferirem Claudie Fritsch-Mentrop) foi um estrondoso sucesso por toda a Europa entre 1986 e 1987. Apesar de ser cantado em francês, este one hit wonder permanece como detentor do recorde de permanência no Top 20 da Alemanha! Milhões de exemplares foram vendidos e alguns milhões de clientes compraram o single só pela sonoridade, porque da letra em francês não entendiam nada. Contudo, ironicamente, o single não conseguiu subir ao primeiro lugar do top de vendas francês, mas ficou uma série de semanas com a medalha de prata.
Nos anos 80 a imagem tinha tornou-se definitivamente um elemento extremamente importante para se ter sucesso no campo musical. Desireless era estilista, tinha um look andrógino e explorou essas potencialidades quando se dedicou à música. Também o vídeo também é um tanto estranho e enigmático.
Continuou a haver vida musical em Desireless depois de Voyage Voyage, mas o sucesso nunca se voltou a repetir. Hoje em dia ainda continua a fazer concertos, onde com certeza não faltará este tema no alinhamento.
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Video Time Machine #18
15 de julho de 2009
Michael Jackson Feat. Janet Jackson - Scream [1995]
É imperdoável que ainda não tenhamos reservado um momento neste espaço para apresentar um vídeo de Michael Jackson, visto que foi um dos artistas que mais contribuiu para o sucesso dos videoclips.
Michael Jackson tinha uma preferência por fazer um género de curtas-metragens para os seus vídeos musicais. Os melhores exemplos são os vídeos de Thriller, que consta no Guinness World Records como o vídeo mais bem sucedido de sempre; Bad, que contou com a realização de Martin Scorsese; e Ghosts, escrito por Michael Jackson e Stephen King, com realização de Stan Winston e que tem mais de 38 minutes de duração, tendo sido registado no livro Guinness como o videoclip mais longo da história.
Scream, o vídeo que agora se apresenta, também entrou para o Guiness, o motivo é o facto de ser o vídeo mais caro até à data. Custou a módica quantia de 7 milhões de dólares! Scream foi retirado do álbum HIStory: Past, Present and Future – Book I [1995], um duplo álbum, com um primeiro disco intitulado HIStory Begins, que simplesmente um greatest hits de 15 temas da carreira de Michael até aquela data, e um segundo disco, HIStory Continues, com 15 temas novos, onde se incluía este tema que teve a participação especial de Janet, a irmã mais nova de Michael Jackson.
Scream é uma resposta de Michael Jackson aos “ataques” dos media relativamente às acusações que recaíram sobre o cantor, em 1993, que alegavam ter molestado crianças sexualmente. Pela primeira vez Michael usou palavras ofensivas numa canção, sendo a mais forte a palavra "fucking”. Já em 1988, no álbum Bad, Michael tinha visado a imprensa no tema Leave me Alone, mostrando que a sua intolerância face aos media esteve desde muito cedo presente na sua carreira, criticando o facto destes especularem sobre aspectos bizarros da sua vida que, naturalmente, Michael negava.
O vídeo de Scream contou com a realização Mark Romanek, um nome de referência na realização de vídeos, que tem no currículo trabalhos com Björk, Madonna, Lenny Kravitz ou Fiona Apple. Mark Romanek criou o conceito do vídeo e Michael a coreografia, as gravações demoraram um mês inteiro.
No vídeo Michael e Janet vivem dentro de uma nave espacial e os vários cenários correspondem aos vários compartimentos da nave, à semelhança de uma casa, mas sempre com um cunho futurista.
A música e o vídeo prenderam completamente a minha atenção e levaram-me a comprar desesperadamente o CD single.
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Video Time Machine #17
3 de abril de 2009
I Want to Break Free foi escrito por John Deacon, o baixista da banda, e o tema foi integrado no álbum The Works, em 1984. No Reino Unido a canção só conseguiu o 3º lugar do top, mas as 15 semanas consecutivas que passou no top 10 fez com que o single atingisse o galardão de disco ouro.
O vídeo do tema foi realizado por David Mallet e pretendia ser uma paródia a uma novela britânica do momento, intitulada Coronation Street. Os membros da banda estão caracterizados de mulher, mas de um tal modo horrendo, que até o homem mais desesperado fugiria a sete pés de qualquer uma destas personagens de aspecto muito pouco feminino.
A meio do vídeo é integrado um momento de bailado algo enigmático, que é protagonizado por Freddie Mercury com bailarinos do Royal Ballet, para o qual Freddie “limpou” o seu bigode, que era sua imagem de marca. O propósito foi o de Freddie se assemelhar a Vaslav Nijinsky (1889-1950), um célebre bailarino soviético, que interpretou a peça The Afternoon of a Faun, a partir do qual seria baseado esse momento do vídeo.
O vídeo de I Want to Break Free foi censurado pela MTV americana, impedindo que o single pudesse prosperar na tabela de vendas dos EUA. Só em 1991, quando o vídeo foi reposto pelo canal Vh1 e tema foi usado para uma campanha da Coca-Cola, é que o single viria a causar impacto no território norte-americano.
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Video Time Machine #16
9 de março de 2009
Eight Wonder – I’m Not Scared [1988]
O nome Eight Wonder poderá não ter ficado gravado na memória dos que viveram os anos 80, mas talvez a escuta deste I’m Not Scared em conjunto com a imagem de Patsy Kensit possam resgatar algumas lembranças.
Esta banda iniciou-se com o nome Spice e era liderada por Jamie Kensit, irmão de Patsy Kensit, que a convidou para vocalista da banda em 1983, quando ela tinha apenas 14 anos! Em 1985 assinaram o primeiro contrato, já com o nome Eight Wonder.
Por essa altura Patsy Kensit atirou uma frase numa entrevista que a tornou impopular: All I want is to be more famous than anything or anyone. Contudo, este episódio não impediu que o tema I'm Not Scared conquistasse definitivamente o público britânico, com um 7º lugar no Top. O sucesso estendeu-se mesmo para lá das ilhas britânicas, tendo este single registado o 2º lugar nas vendas em Portugal e entrado no Top 10 de inúmeros países europeus, incluindo o mercado discográfico japonês. O tema foi escrito e produzido pelos Pet Shop Boys, que haveriam de fazer a sua própria versão, que foi editada no seu álbum Introspective.
Naturalmente que a imagem de Patsy Kensit ajudou a vender o single, com uma presença extremamente sexy, a evidenciar algumas semelhanças com Debbie Harry, dos Blondie. Os Eight Wonder ainda tiveram outro sucesso à escala mundial, intitulado Cross My Heart, num registo dance music, mas a sua carreira não foi além de dois álbuns.
Patsy Kensit iniciou em simultâneo com a música uma carreira de actriz e uma novela de relacionamentos algo tempestuosos, pelos quais se tornou ainda mais famosa, mas que não se conugaram da melhor maneira com a sua carreira de cantora.
Gary Kemp, dos Spandau Ballet, foi o primeiro namorado famoso de Patsy Kensit, quando ela tinha 15 anos e ele 24. Em 1988 casou com Dan Donovan, dos Big Audio Dynamite, e em 1992 com Jim Kerr, vocalista dos Simple Minds, com quem teve o primeiro filho. Em 1997 voltou a casar-se, desta vez com Liam Gallagher dos Oasis, com quem viria a ter o segundo filho e a divorciar em 2000.
Depois do último divórcio Patsy Kensit voltou a fazer sucesso no Reino Unido, não na música, mas com inúmeras participações em telenovelas, que não faziam justiça ao sucesso que teve nos anos 80 no cinema, em que teve algumas participações que valeram alguns louros da crítica, como foi o caso da sua participação em Arma Mortífera 2, ao lado de Mel Gibson.
Contudo, fica este legado de Patsy Kensit para a história da música, que nos deixa com dúvidas sobre se ela não era efectivamente um grande potencial na luta entre as meninas da pop da altura, como o símbolo britânico do género a entrar na competição.
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Video Time Machine #15
27 de janeiro de 2009
The Wild Boys é um dos singles de maior sucesso dos Duran Duran, editado em 1984, tendo alcançado o 2º lugar dos tops de venda britânico e norte-americano. O tema fazia parte de um álbum ao vivo da banda intitulado Arena e era o único do alinhamento que era gravado em estúdio.
Por seu turno, o vídeo para este tema também foi um dos mais aclamados de sempre dos Duran Duran. Russell Mulcahy, colaborador frequente na direcção dos vídeos para o grupo, criou a atmosfera do vídeo inspirando-se no romance “The Wild Boys: A Book Of The Dead”, da autoria de William S. Burroughs, que Russell pretendia realizar posteriormente para o cinema, mas que nunca veio a acontecer. Simon Le Bon, o vocalista dos Duran Duran, escreveu a letra a partir de um resumo do livro e Nile Rodgers produziu o tema.
Os cenários de The Wild Boys remetiam-nos para as imagens do filme Mad Max 2, protagonizado por Mel Gibson, e a qualidade do vídeo foi distinguida nos BRIT Awards de 1985, ao receber o prémio de Best British Video. Resta acrescentar que o vídeo foi uma das produções mais caras deste formato naquele período, com um orçamento de 1 milhão de dólares, e que marca definitivamente uma era na história dos vídeos musicais.
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Video Time Machine #14
13 de novembro de 2008
U2 – Numb [1993]
Numb foi o single de apresentação do álbum Zooropa, o 7º de originais na carreira dos irlandeses U2 e um dos mais controversos, porque neste trabalho o grupo fez um corte abrupto com a sua linha musical. O tema Numb é cantado por The Edge, com a ajuda de Bono e Larry Mullen, Jr., que fazem a parte de coro.
Numb foi editado como video single em VHS, tornado-se num dos primeiros sucessos neste formato depois de Justify My Love, de Madonna. O video era uma primeira amostra visual do novo paradigma dos U2, totalmente direccionado para a multimédia, e que iria ser transportado para a digressão de promoção do álbum: a Zoo TV World Tour.
A música é estranha, com um ritmo compassado e monótodo, complementado com a voz morna de The Edge. O vídeo não é menos estranho, mas é ao mesmo tempo simples, divertido e original. Na promoção do álbum Zooropa nada foi convencional, Lemon foi o segundo single, mas apenas editado na América do Norte, Austrália e Japão, depois seguiu-se a balada Stay (Faraway, So Close) com edição mundial e, por último, Zooropa, que apenas foi um single promocional no México e nos EUA.
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Video Time Machine #13
28 de outubro de 2008
Wonderful Life poderá ser considerado o one hit wonder dos britânicos Black. O grupo surgiu em 1981 e começou por editar dois singles - Human Features e More Than The Sun - através de editoras independentes, sem qualquer sucesso significativo. Mas em 1984 assinaram contrato com a WEA, que editou um primeiro single intitulado Hey Presto, que foi bem recebido fora do Reino Unido, sobretudo na Austrália, e um segundo intitulado More Than The Sun.
O grupo não se deu por satisfeito e procurou uma nova editora independente, para editar em 1985 o single Wonderful Life, uma canção um tanto irónica, escrita pelo vocalista e mentor da banda, Colin Vearncombe, que obteve o 72ºlugar no top britânico. Em 1997 foi a A&M Records que quis assinar um contrato com os Black e editar o primeiro álbum da banda, intitulado precisamente Wonderful Life. O álbum começou por ser apresentado com os singles Everything's Coming Up Roses e Sweetest Smile, mas viria a ser o 3º single, a re-edição de Wonderful Life, que viria a consagrar os Black na história da música pop.
Em 1987 Wonderful Life conquistou o 9º lugar no Reino Unido e uma série de Top10 por toda a Europa. O single e o maxi-single venderam quase um milhão de exemplares!
A canção foi reeditada em 1994, por ter sido escolhida como tema principal de um anúncio publicitário, conseguindo voltar a entrar nas tabelas de vendas, em 30ºlugar na Irlanda e 42ºlugar no Reino Unido.
Quanto ao vídeo, que é o que nos motiva a escrever sobre a canção, é verdadeiramente excepcional. O preto e branco usado no vídeo reforça a luta na letra da canção, que fala de como a vida é bela, mas também de como ela também pode significar solidão e tristeza, razões que podem simplesmente apagar a luz que ilumina a beleza da vida. As imagens em câmara lenta e a panóplia de imagens díspares, que não têm qualquer relação entre elas, torna o vídeo enigmático e bastante absorvente.
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Video Time Machine #12
6 de agosto de 2008
Só com dois álbuns editados - Sacred Heart (1989) e Hormonally Yours (1992) -, Shakespears Sister tiveram o seu maior êxito com Stay, lançado a 25 de Janeiro de 1992 e que fazia parte do 2º album. O tema conseguiu a proeza de permanecer durante 8 semanas consecutivas no primeiro lugar do top britânico, o que se traduziu num recorde na categoria de grupo feminino com mais semanas no número um e uma das melhores prestações de sempre no top.
O sucesso do single Stay também se expandiu aos EUA, onde chegou ao 4º lugar, para além de ter conquistado o top de inúmeros países europeus. Sem sombra de dúvida que o vídeo de promoção deste tema teve uma grande influência na sua aceitação. Em 1993 esteve nomeado para 5 categorias dos Brit Awards, apesar de ter apenas vencido na categoria de Best Vídeo, um prémio votado pelo público.
O vídeo é bastante sombrio e tem uma mistura de emocional, irónico e lúdico, mas que resulta numa simbiose perfeita que efectivamente não deixou, nem deixa, ninguém indiferente. Uma obra-prima da década de 90 na área dos vídeos musicais, destacando-se das tendências daquela década, em que a maior parte dos vídeos eram extremamente coloridos e vazios de qualquer sentido.
O grupo terminou em 1993, com Siobhan Fahey a colocar um ponto final no duo, mas seguindo a solo adoptando para si o nome Shakespears Sister.
Em 1996 Siobhan Fahey de divorciou-se de Dave Stewart, dos Eurythmics, com quem estava casada desde 1987, e tentou a edição de um álbum, que só viria a concretizar-se realmente em 2003, intitulado #3, mas sem qualquer impacto
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Video Time Machine #11
3 de junho de 2008
O Boss faz este ano, em Setembro, nada mais nada menos que 59 anos! De nome completo Bruce Frederick Joseph Springsteen, nasceu em Nova Jérsia, nos EUA, numa família de ascendência irlandesa e holandesa do lado do pai e italiana do lado da mãe. Aos 13 anos comprou a sua primeira guitarra e com ela começou a compor.
Depois da passagem por várias bandas e diversas tentativas para convencer a crítica, Bruce Springsteen deixa a sua primeira assinatura no mundo do estrelado musical, acompanhado pela E Street Band, com o álbum “Born to Run”, editado em Agosto de 1975.
Bruce Springsteen viria a consolidar a sua carreira nos anos 80, com os álbuns “Born in the U.S.A.” (1984) e “Tunnel of Love” (1987), que levaram o seu nome para lá das fronteiras americanas. O Boss também não passou ao lado dos anos 90, com os álbuns “Human Touch” (1992) e Lucky Town (1992), editados em simultâneo, a escalarem os tops mundiais.
Depois, é sobejamente sabido que, em 1993, a canção "Streets of Philadelphia", tema principal da banda sonora do filme “Filadélfia”, que tratava sobre a discriminação das vítimas da SIDA nos EUA, uma doença também associada, à altura, à homossexualidade, que já por si era alvo de discriminação, recebeu o Óscar de melhor tema original e voltou a encher de louros Bruce Springsteen.
Hoje, o tema que apresento chama-se “57 Channels and Nothin On”, é de 1993, não é um dos melhores vídeos de Bruce, mas é uma crítica à sociedade que se mantém bastante actual, sobretudo para quem gosta de uma pluralidade no que se refere ao conhecimento, que hoje em dia é dominado pela TV.
A minha razão da escolha prende-se por uma analogia que eu faço. É que ainda nem começou o Campeonato Europeu de Futebol e eu já estou farto de tal evento, que enche os canais portugueses de telelixo. Espero que a equipa portuguesa perca todos os jogos da qualificação para os quartos de final. É só por uma questão de equilíbrio, já há muita gente a apoiar a “nossa” selecção. Eu prefiro apoiar a economia do país, os desfavorecidos, o meio ambiente e os animais.
Enquanto isso, 57 Channels and Nothin On…
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Video Time Machine #10
7 de abril de 2008
Os The Beloved são uma banda inglesa que surgiu no início dos anos 90, com uma onda electrónica do género dos New Order, que teve com este “Sweet Harmony" o seu único single de grande sucesso e que atingiu o 8º lugar no top Britânico. A sua notoriedade deveu-se sobretudo a este controverso vídeo realizado para o tema, em que o vocalista da banda, Jon Marsh, contracenava com um conjunto de modelos femininas num nu integral, em que apenas a genitália era genialmente ocultada.
O vídeo causou celeuma, mas Jon Marsh afirmou que a intenção do vídeo não era ter um conteúdo sexual, mas sim assexual, representando a unidade entre os seres humanos. Pelos vistos não tiveram em conta as mentes perversas. Com ou sem contrariedades, o tema e o vídeo ficaram para a história da música, e eu gosto…
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Video Time Machine #9
11 de março de 2008
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Video Time Machine #8
19 de fevereiro de 2008
Culture Club - The war Song [1984]
Hoje regressamos aos anos 80, desta vez com os britânicos Culture Club, que entre 1982 e 1986 fizeram sucesso por toda a Europa e EUA com temas como Do You Really Want To Hurt Me, It's a Miracle, Karma Chameleon ou este The War Song.
Boy George é sem sombras de dúvida a cara dos Culture Club, pela sua imagem irreverente, dúbia, numa mistura homem/mulher, que cultivou desde o início da carreira e que hoje em dia é reinventada por outros, como por exemplo pelo vocalista dos Tokio Hotel, Bill Kaulitz.
Após a dissolução do grupo, apesar de sucessivas tentativas, Boy George nunca conseguiu ter uma carreira a solo consistente. As drogas foram sempre o seu pior inimigo e actualmente Boy George só é notícia quando protagoniza escândalos, quase sempre relacionados com as drogas.
Depois de várias tentativas de reunião, em 2002 o grupo conseguiu a juntar-se para a realização de alguns concertos e para o registo em DVD de um espectáculo no The Royal Albert Hall, para comemoração dos 20 anos da banda.
The War Song é um dos meus temas favoritos dos Culture Club e também o último sucesso do grupo dos dois lados do atlântico: Europa e EUA. Este era um dos vídeos mais presentes na televisão e as imagens são um misto de drama com cómico e ridículo. Curioso ou não, é o facto de haverem algumas semelhanças entre este vídeo e o vídeo original de American Life, de Madonna, em que também desfilam modelos envergando trajes de guerra. Simplesmente: War is Stupid…
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Video Time Machine #7
1 de fevereiro de 2008
Inspirado no post anterior do Luy, apresento o primeiro vídeo banido pela MTV a uma artista, vídeo esse do clássico da Laura Branigan, Self-Control de 1984.
É curioso verificar as semelhanças entre este vídeo e o Justify My Love de Madonna, não tanto no aspecto, mas no conteúdo sexualmente ambíguo e no ambiente degradante que é explorado. A MTV de antes considerava este tipo de vídeos excessivos e impróprios, mas penso que o actual estado do canal é, esse sim, impróprio e, acima de tudo, degradante e sem nada a acrescentar a uma sociedade juvenil viciada em blind-dates e em cultura musical precária.
Fica o excelente vídeo de Laura (que faleceu inesperadamente em 2006), sem dúvida à frente do seu tempo.
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Video Time Machine #6
31 de janeiro de 2008
Madonna – Justify my love [1990]
Depois do pop colorido que preencheu os anos 80, Madonna abriu os anos 90 com um tema carregado de sensualidade, escrito por Lenny Kravitz e com a contribuição da própria. A canção foi ilustrada por um vídeo a branco e preto, cheio de erotismo, em que Madonna e Tony Ward, um jovem modelo que era namorado da cantora na altura, mais uma série de figurantes, criam cenas escaldantes que insinuam a prática de sexo, construída à base de uma nudez parcial, encenação de sexo hetero e homossexual e também masoquista.
Com realização do francês Jean-Baptiste Mondino, que já tinha trabalhado com Madonna em Open Your Heart, a acção de Justify my Love passa-se num hotel em Paris. A câmara movimenta-se lentamente, mas de uma forma desconcertante, e por vezes capta planos nebulosos, como se se tratasse da própria visão do espectador a funcionar sob o efeito de alucinogénios.
O vídeo fez a América entrar em choque e a MTV recusou-se a passá-lo. Pela primeira vez, na história do canal de música mais popular no mundo, se fechava a porta a um cantor com a projecção de Madonna.
A televisão americana ABC transmitiu o vídeo no programa Nightline e Madonna aceitou o convite da estação para, em directo, justificar o vídeo de Justify My Love. Tapadinha até ao queixo, como que a ironizar com a situação, Madonna rebateu todos os argumentos, apresentando-se calma e compreensiva com os ataques que lhe vinham sendo dirigidos, mas salientando que não abdicava das suas convicções - ela é uma artista e o vídeo é um produto de arte.
Madonna contornou o bloqueio à transmissão do vídeo nas televisões com a sua edição em formato VHS. O vídeo tornou-se imediatamente no mais vendido de sempre!
Hoje em dia, em termos de conteúdo sexual, este vídeo parece feito para meninos de coro quando comparado com os da Britney ou da Christina Aguilera. Contudo, este é o único que se poderá chamar arte…
"Poor is the man
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Video Time Machine #5
11 de janeiro de 2008
New Order - True Faith [1987]
Este é um dos vídeos que marcou a minha pré-adolescência. Quando estavam na moda os vídeos delicodoce, em que tudo é perfeito, os New Order surgem com este vídeo bizarro, enigmático e propagador de caos. A letra da música é simples, mas é simplesmente perfeita. Como na maior parte das suas canções, os New Order escolheram para esta canção um título cujas palavras que o compõem - "true" e "faith" - não constam nos versos.
“True Faith” foi votado em 1987 como o melhor vídeo do ano pelos ingleses e é sem dúvida um dos melhores de sempre.
True Faith
I feel so extraordinary
Something’s got a hold on me
I get this feeling I’m in motion
A sudden sense of liberty
I don’t care cause I’m not there
And I don’t care if I’m here tomorrow
Again and again I’ve taken too much
Of the things that cost you too much
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...
When I was a very small boy,
Very small boys talked to me
Now that we’ve grown up together
They’re afraid of what they see
That’s the price that we all pay
Our valued destiny comes to nothing
I can’t tell you where were going
I guess there was just no way of knowing
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...
I feel so extraordinary
Something’s got a hold on me
I get this feeling I’m in motion
A sudden sense of liberty
The chances are we’ve gone too far
You took my time and you took my money
Now I fear you’ve left me standing
In a world that’s so demanding
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...
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Video Time Machine #4
10 de dezembro de 2007
Quem não se lembra deste “la da dee la doo dow, la da dee la do dow”, que nos ficava na cabeça o dia todo, assim que a canção passava na rádio?
Em 1991 “Gypsy Woman” chegou a 8º lugar da Billboard dos EUA e a 2º lugar no Reino Unido, fazendo um enorme sucesso por toda a Europa. A canção foi inclusivamente nomeada para inúmeros prémios da Billboard Music Award, dos American Music Award e dos MTV Video Music Award.
No início eu julgava que Crystal Waters era o nome de um grupo, mas afinal é nome original da cantora. Ela ainda teve mais um sucesso - “100% Pure Love" (1994). Mas foram as únicas notas que imprimiu no mundo da música. Contudo, é à sombra destes temas que tem vivido a sua carreira musical, porque ainda este ano deu concertos na Rússia, Egipto, Reino Unido, Alemanha, México e Dubai.
Este é um bom exemplo de música pimba em inglês. Acompanhem a música com a letra e julguem por vocês próprios.
she wakes up early every morning
just to do her hair now, because she cares you all
her day wouldn't be right
without her make up - shes never out of makeup
shes just like you and me but she's homeless
she homeless
and she stands their singing for money
la da dee la doo dow, la da dee la do dow
in my sleep i see her begging
reaching, please
although the fault is not mine i ask god why
god why
shes just like you and me but she's homeless
she homeless
and she stands their singing for money
la da dee la doo dow, la da dee la do dow
shes just like you and me
and she stands their singing for money
la da dee la doo dow, la da dee la do dow
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